Ambientes de trabalho não adoecem pessoas de uma hora para outra.
Eles vão avisando.

Geralmente começa com pequenas mudanças: alguém que sempre foi atento passa a errar mais, as conversas ficam mais curtas ou mais tensas, o clima pesa mesmo quando a demanda segue parecida.

Com o tempo, isso aparece como queda de desempenho, conflitos repetidos, cansaço emocional que não se resolve só com descanso.

Quando aspectos emocionais e cognitivos ficam fora das decisões de gestão, o impacto surge onde tudo se conecta: na qualidade do trabalho, na clareza das decisões e na forma como as pessoas se relacionam.

Vejo esse cenário com frequência nas organizações.
Muitos desses sinais já fazem parte da rotina, só ainda não foram reconhecidos como indicadores de adoecimento.

E quando isso acontece, a tendência é personalizar o problema. A pessoa vira o foco, enquanto o contexto segue igual.

Ambientes que caminham para o adoecimento costumam ter alguns pontos em comum: pressa constante, pouca clareza de prioridade, comunicação atravessada, lideranças sobrecarregadas e pouco espaço seguro para falar de erro ou limite.

Nada disso surge de forma abrupta.
Vai se acumulando.

Por isso, falar de saúde mental no trabalho envolve olhar para risco humano e organizacional ao mesmo tempo.

Ignorar fatores emocionais e cognitivos só desloca o impacto. Ele aparece depois em afastamentos, retrabalho, desgaste silencioso e perda de pessoas boas.

Quando o funcionamento humano entra na leitura da organização, muita coisa se reorganiza antes de virar adoecimento. A comunicação melhora, os conflitos diminuem, as pessoas voltam a pensar com mais clareza.

Cuidar de quem trabalha sustenta o próprio trabalho.

Como psicóloga organizacional, é desse lugar que eu atuo: ajudando empresas a lerem os sinais enquanto ainda há espaço para ajuste, e não só para reparo.

Avaliação neuropsicológica

O que é, para quem é indicada e como pode auxiliar no cuidado com a saúde cognitiva

A avaliação neuropsicológica é um processo clínico que investiga o funcionamento do cérebro em diferentes áreas da vida cotidiana. Ela analisa habilidades como atenção, memória, linguagem, raciocínio, funções executivas, aspectos emocionais e comportamentais.

Esse processo é conduzido por psicóloga especializada e integra entrevistas clínicas, testes padronizados e observações profissionais. O objetivo é compreender dificuldades, identificar potencialidades e orientar caminhos de cuidado de forma responsável e individualizada.

O que é a avaliação neuropsicológica?

A avaliação neuropsicológica é composta por etapas que incluem entrevistas, aplicação de instrumentos específicos e análise clínica dos resultados. Esse conjunto permite compreender como as funções cognitivas estão operando e de que maneira impactam a rotina pessoal, acadêmica, profissional e social.

O processo não acontece em um único encontro. Ele é realizado ao longo de sessões, respeitando o ritmo e as necessidades de cada pessoa, o que garante resultados consistentes e úteis para o acompanhamento.

Para quem a avaliação neuropsicológica é indicada?

A avaliação pode ser realizada com crianças, adolescentes, adultos e idosos. Ela é indicada em diferentes situações, como:

• dificuldades de atenção, concentração ou memória
• suspeita de TDAH, dislexia ou outros transtornos de aprendizagem
• queda de desempenho escolar ou profissional sem causa aparente
• alterações emocionais ou comportamentais persistentes
• acompanhamento após condições neurológicas
• investigação de ansiedade, depressão ou esgotamento com impacto cognitivo
• necessidade de laudos para escola, universidade ou ambiente de trabalho

Mesmo sem um diagnóstico prévio, a avaliação pode ser o caminho para compreender o que está acontecendo e orientar decisões futuras.

Como a avaliação neuropsicológica contribui para a vida do paciente?

Compreender o funcionamento cognitivo permite direcionar intervenções mais adequadas e ajustar estratégias do dia a dia. A avaliação fornece informações importantes para escolhas mais seguras no cuidado com a saúde mental e cognitiva.

Entre os principais benefícios estão:

• maior compreensão das próprias dificuldades
• orientação para tratamentos e acompanhamentos
• apoio em decisões educacionais e profissionais
• adaptação mais adequada às demandas da rotina
• melhora da qualidade de vida

Avaliar não significa rotular. Significa cuidar de forma ética, técnica e individualizada.

Buscar uma avaliação neuropsicológica é um passo importante para quem deseja compreender melhor seu funcionamento cognitivo e investir em bem-estar ao longo da vida.

 

Não podemos negar que nossa mente é cheia de distrações, não é mesmo?

Estamos trabalhando, por exemplo, e do nada começamos a pensar na compra do mercado que precisamos fazer, na prestação do carro, em renovar a academia, sem esquecer de dar aquela olhada no celular e redes sociais, para não perder nenhuma notificação.

Focar a atenção em apenas uma tarefa é um desafio e o mindfulness pode ser a resposta para se manter no momento presente. De modo geral, o a técnica NAME, visa refinar a sua atenção para desenvolver sua melhor maneira para lidar com sentimentos e melhorar sua a concentração .

 

 

“N.A.M.E. it to Tame it” (Nomeie-o para amansá-lo)

 

 Um pré-requisito básico para lidar efetivamente com sentimentos difíceis é cultivar a habilidade de se distanciar mentalmente do sentimento e simplesmente observá-lo, para que possamos interpretar a mensagem e tomar a atitude apropriada, ao invés de simplesmente se deixar levar por uma enxurrada de emoções e se acabar se comportando de forma potencialmente destrutiva.

 

 

O acrônimo N.A.M.E representa: N-Notice (Perceba), A-Acknoledge (Reconheça), M-Make room (Dê espaço), E-Expand awareness (Expanda a consciência).

 

Passo 1: Perceba: – Perceba onde o sentimento doloroso está localizado – garganta? peito? abdômen? outro local? em vários lugares? Agora foque sua atenção na parte do corpo onde o sentimento é mais intenso e intencionalmente observe a sensação, como se você fosse um cientista curioso que nunca havia encontrado um sentimento como esse antes. Perceba quaisquer características, como movimento, pressão, temperatura, vibração, pulsação. O sentimento tem um “sabor”, por exemplo, medo, raiva ou nojo? Enquanto você faz isso, sua mente certamente irá tentar distrai-lo com pensamentos como “Eu odeio esse sentimento”, “Eu quero que isso vá embora”, etc.; quando isso acontecer, simplesmente agradeça sua mente por esse comentário interessante, e retorne sua atenção para sensação.

 

Passo 2: Reconheça: – Use algumas palavras para reconhecer o sentimento. Talvez diga para si mesmo “Eu estou notando um sentimento de ansiedade/raiva/nojo/etc.”. Tente fazer isso com compaixão e sem julgamentos. Note qualquer ímpeto de julgar, criticar, lutar ou se livrar do sentimento; procure deixar esse ímpeto ir e vir, e permita que o sentimento seja como é. Se você tem a sensação de que este sentimento está lhe transmitindo alguma mensagem (vide exemplos na tabela anterior), pare um momento para reconhecer que mensagem pode ser essa. Tente colocar a palma da sua mão, com compaixão e gentileza, sobre a área dolorosa: na maioria das vezes, isso é reconfortante.

 

Passo 3: Dê espaço: – Por alguns segundos, mude a sua atenção para a sua respiração. Inspire profundamente e devagar, duas ou três vezes, mexendo sua barriga, não o seu peito. Então, enquanto você faz a próxima inspiração, dirija a respiração para dentro e por volta daquele sentimento intenso que você vem observando. Você pode interpretar esse processo da maneira que desejar – apenas tente imaginar que, de alguma forma, você está respirando para dentro e ao redor da sensação. E, enquanto você faz isso, de uma maneira mágica, um grande espaço está se abrindo dentro de você. Então, em vez de reprimir, esmagar ou comprimir o sentimento, você faz exatamente o oposto e se abre, dando muito espaço para o sentimento. Você não precisa gostar do sentimento, você simplesmente permite que o sentimento esteja lá e abre espaço para ele. Pode ajudar tentar imaginar que o sentimento é como um inseto com asas (talvez uma vespa?) que está agitado e zumbindo alto por estar em um espaço confinado. Contudo, a cada inspiração, você está enchendo um grande balão ao redor do inseto, dando ainda mais espaço para que ele voe, de modo que ele fique muito menos estressado e e com menos vontade de picar alguém!

 

NOTA: se você achar que respirar para dentro do sentimento é muito difícil ou não está ajudando, então apenas continue a respirar, devagar e profundamente, movimentando sua barriga, e não o seu peito.

 

Passo 4: Expanda a consciência: – Agora você pode permitir que sua consciência se expanda gradualmente, de modo que você não repare apenas o sentimento, mas perceba gradualmente o resto do seu corpo e tudo o que você pode ouvir, ver, sentir, tocar e cheirar. Alongue-se gentilmente, solte seu corpo, e torne-se consciente daquilo que está a sua volta. Perceba que você pode estar ciente do sentimento doloroso e, ainda assim, estar também ciente do resto de sua experiência. Agora você pode decidir que atitude tomar, baseado em seus valores pessoais e não controlado por suas emoções!

 

Por favor, note: – Apesar de frequentemente as pessoas sentirem que esse exercício reduz a intensidade do sentimento doloroso, isso nem sempre ocorre e não é o propósito do exercício. O objetivo é cultivar uma consciência plena em relação aos sentimentos dolorosos, para que não sejamos esmagados por eles e para que possamos tomar uma atitude efetiva para melhorarmos nossas vidas, mesmo na presença de sentimentos difíceis.

Espero que esta técnica seja um primeiro passo para sua evolução!

Vamos Juntos?

Para continuar falando sobre este ou outros assuntos, agende uma consulta, contato no site!

Com carinho,

Laís.

 

 

 

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